Cirurgia de LCA: quando o joelho falseando indica reconstrução do ligamento?
Postado em: 14/09/2026
Você torceu o joelho numa partida de futebol, numa queda ou só ao mudar de direção correndo, e desde então tem a sensação de que a articulação “falseia”: falta o chão, como se o joelho fosse dobrar para o lado errado.
É essa sensação que costuma trazer o paciente até a Clínica Forti perguntando se já é hora de operar.
Nem toda instabilidade depois de uma torção vira cirurgia de LCA. Explicamos aqui o que costuma causar esse falseio, como se chega ao diagnóstico, quando o tratamento conservador ainda é uma opção segura e em que momento a reconstrução do ligamento cruzado anterior passa a fazer sentido.
O joelho que falseia sempre indica cirurgia de LCA?
Não, nem sempre. A cirurgia de LCA é discutida quando o ligamento cruzado anterior rompe por completo e o joelho continua instável apesar da fisioterapia, sobretudo em quem pratica esportes com mudança brusca de direção ou sente o falseio em tarefas simples do dia a dia, como descer uma escada.
Em pacientes menos ativos fisicamente, sem instabilidade funcional relevante, o tratamento conservador pode ser suficiente. A decisão sempre passa por avaliação individual, nunca por uma regra fixa aplicada a todo mundo.
O que costuma causar a sensação de joelho falseando?
O falseio do joelho normalmente aparece depois de uma torção com o pé fixo no chão e o corpo girando, comum em esportes como futebol, basquete e vôlei, mas também acontece em quedas do dia a dia. No momento da lesão, é comum ouvir ou sentir um estalo, seguido de inchaço nas horas seguintes.
Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a lesão do ligamento cruzado anterior está entre as mais frequentes do joelho em atletas e pode comprometer a estabilidade da articulação mesmo depois que a dor inicial passa.
Como se confirma a lesão antes de decidir pela cirurgia de LCA?
O diagnóstico começa pelo exame físico, com testes específicos de estabilidade do joelho, e costuma ser complementado por ressonância magnética, que mostra a extensão da lesão do ligamento e se há comprometimento associado de menisco ou cartilagem.
Só depois desse conjunto de informações, cruzado com o nível de atividade física e as queixas do paciente, é que discutimos se a reconstrução cirúrgica faz sentido para aquele caso específico.
O tratamento conservador pode substituir a reconstrução do LCA?
Em parte dos casos, sim. Pacientes com rotina pouco exigente para o joelho, sem sensação de instabilidade nas atividades diárias e dispostos a manter fortalecimento muscular constante podem seguir sem cirurgia, sob acompanhamento.
Já quem sente o joelho falseando durante o trabalho, o esporte ou até ao caminhar em terreno irregular tende a se beneficiar mais da reconstrução, porque a instabilidade repetida aumenta o risco de lesões associadas, como as do menisco.
Esse é, na prática, o principal argumento a favor de não adiar a decisão por tempo demais: um joelho que segue falseando continua sendo submetido a pequenos episódios de lesão a cada torção, mesmo quando cada um deles parece leve isoladamente. Com o tempo, isso pode desgastar estruturas que, até então, estavam preservadas.
A cirurgia de LCA garante retorno igual ao esporte?
Não garante. A reconstrução do ligamento cruzado anterior tem bons resultados na maioria dos casos, mas a evolução depende da reabilitação, do tipo de enxerto usado, da idade e das condições do paciente, e não existe promessa de retorno idêntico ao nível anterior à lesão.
A reabilitação costuma ser longa, com fases bem definidas de fortalecimento e retorno gradual ao esporte, geralmente ao longo de vários meses, sempre acompanhada de perto. Pular etapas nessa fase é um dos fatores que mais compromete o resultado da cirurgia de LCA a longo prazo.
Quando a instabilidade no joelho pede avaliação sem esperar?
Procure avaliação sem esperar quando o joelho falseia de forma repetida, mesmo fora do esporte, quando há inchaço recorrente sem motivo aparente, ou quando a instabilidade impede retomar atividades que antes eram normais. Adiar a avaliação nesses casos aumenta o risco de lesão associada no menisco ou na cartilagem.
Vale o mesmo alerta para quem já teve uma torção antiga, tratou de forma conservadora e sente que a sensação de instabilidade voltou, ou nunca foi embora por completo.
Perguntas frequentes sobre cirurgia de LCA
A reabilitação depois da cirurgia de LCA é demorada?
Sim, costuma ser um processo de vários meses, com fases de fortalecimento, recuperação de amplitude de movimento e retorno gradual ao esporte. O prazo exato varia conforme o tipo de enxerto, a resposta individual e a exigência física da atividade que o paciente pretende retomar.
É possível continuar praticando esporte sem operar?
Em alguns casos sim, principalmente em esportes de baixo impacto rotacional e com fortalecimento muscular bem conduzido. Já em esportes que exigem mudança brusca de direção, seguir sem tratar a instabilidade aumenta o risco de novas lesões no joelho.
A lesão do LCA sempre causa dor?
Não necessariamente de forma constante. Depois da fase aguda, alguns pacientes sentem mais instabilidade do que dor propriamente dita, o que muitas vezes atrasa a procura por avaliação médica.
Avaliação individual na Clínica Forti
Na Clínica Forti, quem avalia lesões do ligamento cruzado anterior é o Dr. Fábio Henrique Kojima (CRM 135773/SP, RQE 78389), com atuação em Joelho. A investigação parte do exame físico e da história do paciente, e a indicação cirúrgica só é discutida depois de exames de imagem e avaliação funcional completa.
Se o seu joelho segue falseando depois de uma torção, agende uma avaliação na Clínica Forti, no Ipiranga.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica presencial.
Responsável técnico
Dr. Leandro Nani Pires
CRM: 122159/SP RQE: 33874 – Ortopedia e Traumatologia