Receber o diagnóstico de pé torto congênito pode assustar no primeiro momento, e é normal. O nome parece grande, a imagem do pezinho “virado” mexe com a emoção, e logo surgem perguntas: vai doer? vai precisar de cirurgia? meu bebê vai andar normalmente?A boa notícia é que o pé torto congênito é uma condição tratável e, quando o tratamento é iniciado cedo e seguido corretamente, a criança pode andar, correr e brincar com ótima função.
Na Clínica Forti, no Ipiranga (São Paulo), o acompanhamento é feito por ortopedistas pediátricas com experiência no método mais utilizado no mundo para corrigir o PTC, com orientação clara para a família em cada etapa.
O que é o Pé Torto Congênito?
O pé torto congênito (PTC) é uma condição relativamente comum em que o bebê nasce com um ou ambos os pés posicionados para dentro e para baixo. Não é “mau jeito” e não é algo que os pais causaram. Trata-se de uma alteração congênita, ou seja, presente desde o nascimento, relacionada ao desenvolvimento dos ossos, músculos e tendões do pé e tornozelo.
O que diferencia o pé torto congênito de outras variações de posição é que, no PTC, o pezinho tem rigidez e tende a manter o desvio. Por isso, o tratamento é importante: ele não é apenas estético, é funcional. Corrigir a posição do pé significa permitir que a criança apoie a planta adequadamente e desenvolva marcha e equilíbrio com segurança.
Com o cuidado correto, a expectativa é muito positiva. O objetivo é deixar o pé alinhado, flexível e forte para acompanhar o crescimento.
Quando iniciar o tratamento?
De forma geral, quanto mais cedo o tratamento começa, melhor. Em muitos casos, o ideal é iniciar nas primeiras semanas de vida, quando os tecidos (tendões e cápsulas) são mais maleáveis e respondem muito bem às correções progressivas.
Isso não significa que quem “descobriu depois” perdeu a chance, mas iniciar cedo costuma reduzir tempo total de tratamento e facilitar a correção. O mais importante é ter uma avaliação especializada para confirmar o diagnóstico, entender o grau do PTC e orientar a família sobre o plano.
Na Clínica Forti, o atendimento busca acolher os pais e explicar cada passo: o que será feito, por quanto tempo, quais cuidados em casa e como acompanhar a evolução do bebê com tranquilidade.
Método Ponseti: O Padrão Ouro
O Método Ponseti é considerado o padrão ouro para tratamento de pé torto congênito no mundo. Ele é realizado de forma progressiva, com correções suaves e seriadas, respeitando a anatomia do bebê e evitando intervenções agressivas no início.
De forma didática, o tratamento costuma seguir estas etapas:
- Trocas semanais de gesso suave. O pé é manipulado de forma delicada e colocado em uma posição mais alinhada, e então é imobilizado com gesso. A cada semana, há uma nova troca, com avanço gradual da correção.
- Pequena intervenção (tenotomia), quando indicada. Em muitos casos, após as correções com gesso, é necessária uma pequena liberação do tendão (tenotomia) para finalizar o alinhamento. É um procedimento rápido e faz parte do protocolo clássico.
- Uso de órtese. Depois de corrigir a posição, entra a fase de manutenção: uma órtese ajuda a manter o pé alinhado enquanto o bebê cresce, reduzindo o risco de recidiva.
O ponto-chave do Ponseti é: ele funciona muito bem quando é feito com técnica adequada e quando a família consegue seguir direitinho a fase da órtese. Por isso, orientação e acompanhamento próximo fazem toda a diferença.
Equipe Especializada
Na Clínica Forti, o tratamento de pé torto congênito é conduzido pela Dra. Natasha e pela Dra. Daniele, ortopedistas pediátricas com experiência no método e no acompanhamento do desenvolvimento infantil. A proposta é cuidar da criança e também dar segurança para a família, com explicações simples, direcionamento prático e acompanhamento contínuo.