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Pé torto congênito pode precisar de cirurgia?

Postado em: 19/10/2026

A pergunta sobre cirurgia costuma aparecer logo na primeira conversa, antes mesmo do primeiro gesso.

É compreensível: o pé do bebê tem uma forma que assusta, e a palavra cirurgia vem junto com a imagem de um começo de vida difícil. O caminho habitual do tratamento, porém, não começa por aí.

O tratamento do pé torto congênito começa por cirurgia?

Não. O tratamento do pé torto congênito começa por manipulação suave e trocas seriadas de gesso, iniciadas nas primeiras semanas de vida, quando o pé ainda responde bem à correção gradual.

A cirurgia do pé torto congênito entra como etapa complementar em parte dos casos, e não como primeira escolha.

Segundo a enciclopédia médica do MedlinePlus, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, o tratamento deve começar o mais cedo possível, com alongamento delicado e troca de gesso a cada semana, e costuma exigir de cinco a dez gessos até o pé alcançar a posição adequada.

Como o método funciona etapa por etapa está detalhado no texto sobre o método Ponseti e o tratamento do pé torto em bebês.

A tenotomia do tendão de Aquiles é uma cirurgia?

É um procedimento cirúrgico, porém pequeno e pontual. A tenotomia libera o tendão de Aquiles encurtado por meio de uma secção percutânea, feita com anestesia local em boa parte dos serviços, e permite que o pé alcance a flexão que o gesso sozinho não conseguiu. Depois dela vem um gesso final, mantido por algumas semanas.

Boa parte das famílias se surpreende ao descobrir que esse gesto faz parte da rotina do tratamento conservador, e não de uma mudança de rumo. Ele não é sinal de que o tratamento falhou. É uma etapa prevista dentro dele, indicada caso a caso.

Toda criança com pé torto congênito vai precisar de cirurgia maior?

Não. As cirurgias mais extensas, que envolvem liberações de partes moles ou transferência de tendão, são reservadas para os casos que não corrigem com o tratamento seriado ou que voltam a deformar depois da correção.

O MedlinePlus registra que a cirurgia é necessária em casos graves, quando os outros tratamentos não funcionam ou quando o problema retorna.

O que separa um grupo do outro raramente é visível no primeiro mês. É a resposta ao tratamento ao longo do tempo, somada à rigidez inicial do pé e à presença de outras condições associadas, que vai desenhando o caminho de cada criança.

O que faz o pé torto voltar depois da correção?

A recidiva do pé torto congênito está ligada, na maior parte dos relatos, ao uso irregular da órtese de manutenção, aquela barra com botinhas usada depois da fase dos gessos.

O pé corrigido tem tendência natural a retornar à posição anterior enquanto a criança cresce, e a órtese é o que segura essa tendência.

É a parte mais dura do tratamento para as famílias, porque dura anos e acontece quando o pé já parece resolvido. Na Clínica Forti, esse período recebe tanta atenção nas consultas quanto a fase dos gessos, justamente porque é nele que se decide boa parte da necessidade de cirurgia depois.

A cirurgia corrige o pé de uma vez?

Não é assim que funciona. A cirurgia do pé torto congênito corrige a deformidade que se manteve ou retornou, mas não encerra o acompanhamento: a criança continua em seguimento durante o crescimento, com uso de órtese e consultas periódicas, porque o pé ainda vai crescer por muitos anos.

Também vale dizer o que a cirurgia não faz. Ela não devolve um pé idêntico ao do lado não afetado, e pequenas diferenças de tamanho e de volume da panturrilha costumam permanecer.

O objetivo do tratamento é um pé que apoie bem no chão, calce sapato comum e permita andar, correr e brincar sem dor.

Quando procurar avaliação sem esperar?

Procure avaliação assim que notar que o pé voltou a virar para dentro, que a criança passou a apoiar a borda externa do pé ao andar, que o calçado começou a desgastar de forma desigual ou que ela reclama de dor ao caminhar. Recusa persistente da órtese também é motivo de consulta, e não de espera.

Quanto mais cedo a recidiva é identificada, maior a chance de resolvê-la com medidas menores, incluindo novos gessos. Outros sinais ortopédicos que pedem avaliação na infância estão reunidos no texto sobre quando levar a criança ao ortopedista com atuação em ortopedia pediátrica.

Perguntas frequentes sobre cirurgia no pé torto congênito

O tratamento dói para o bebê?

A manipulação e a troca de gesso são desconfortáveis, não dolorosas, e os bebês costumam se acalmar rápido no colo depois. A tenotomia é feita com anestesia, e o período seguinte é acompanhado com orientação sobre analgesia quando necessária.

Criança operada de pé torto pode praticar esporte?

Em geral sim. O objetivo do tratamento é permitir uma vida ativa, e a maior parte das crianças acompanhadas até o fim do crescimento pratica atividades físicas normalmente. Limitações específicas são discutidas caso a caso.

A cirurgia pode precisar ser repetida?

Pode, em parte dos casos, porque a criança continua crescendo depois do procedimento. É por isso que o seguimento se estende por anos, mesmo quando o pé está com boa aparência e boa função.

Ortopedia pediátrica na Clínica Forti

A Clínica Forti fica na R. Bom Pastor, 1816, no Ipiranga, com atendimento ortopédico no térreo, portas amplas, banheiro adaptado, estacionamento na frente e brinquedoteca.

O atendimento em ortopedia pediátrica é conduzido pela Dra. Natasha Vogel Majewski Rodrigues, CRM 150318/SP, RQE 55432, ortopedista com foco em ortopedia pediátrica, com consulta em hora marcada.

Para agendar a avaliação do pezinho e conferir os convênios atendidos, fale com a recepção da Clínica Forti pelo WhatsApp ou ligue para (11) 2272-9239.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde.

Responsável técnico

Dr. Leandro Nani Pires
CRM: 122159/SP RQE: 33874 – Ortopedia e Traumatologia