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Prótese de quadril: quando a cirurgia é indicada na artrose avançada?

Postado em: 24/08/2026

Prótese de quadril: quando a cirurgia é indicada na artrose avançada?

A dor no quadril pode piorar com a progressão da artrose, dificultando atividades simples, como caminhar, subir escadas e calçar os sapatos. Quando os sintomas persistem apesar do tratamento não cirúrgico, pode ser necessário considerar a prótese de quadril

A artroplastia de quadril substitui as superfícies articulares comprometidas por componentes protéticos. A indicação considera os sintomas, o exame físico, os exames de imagem, a limitação funcional e o impacto da doença na qualidade de vida. 

Neste artigo, você vai entender quando a cirurgia de prótese de quadril pode ser recomendada, como o procedimento é realizado, quais são os principais riscos e o que esperar da recuperação.

Quando a prótese de quadril é indicada na artrose avançada?

A recomendação da prótese de quadril não depende apenas do grau de desgaste observado nos exames. A decisão considera a intensidade dos sintomas, a limitação das atividades e a resposta ao tratamento não cirúrgico.

Dor e limitação para caminhar

A dor causada pela artrose do quadril costuma aparecer na virilha, podendo também ser sentida na coxa, no glúteo ou, em alguns casos, no joelho. Ela pode piorar ao caminhar, subir escadas ou realizar movimentos que exigem maior amplitude da articulação.

Quando a dor passa a limitar atividades cotidianas, reduzir a autonomia ou interferir no sono, é importante reavaliar a estratégia de tratamento.

Rigidez e perda de mobilidade

A artrose pode provocar ainda rigidez e redução progressiva dos movimentos do quadril. Atividades como calçar meias e sapatos, entrar ou sair do carro e sentar-se em cadeiras baixas podem se tornar mais difíceis.

A perda de mobilidade, associada à dor e à limitação funcional, é um dos fatores considerados na avaliação para uma possível cirurgia.

Falha do tratamento não cirúrgico

A artroplastia de quadril costuma ser considerada quando medidas não cirúrgicas, realizadas de maneira adequada, deixam de proporcionar controle satisfatório dos sintomas.

Entre essas abordagens podem estar:

  • Fisioterapia e exercícios orientados, para melhorar força, mobilidade e função;
  • Controle do peso, quando indicado, para reduzir a sobrecarga sobre a articulação;
  • Medicamentos para controle da dor, prescritos de acordo com as condições clínicas de cada paciente;
  • Adaptação das atividades, evitando movimentos que agravem os sintomas;
  • Infiltração intra-articular, em situações selecionadas.

Quando a dor e a limitação permanecem importantes apesar dessas medidas, a cirurgia pode ser discutida.

Quais são as opções antes da prótese de quadril?

A cirurgia não é necessariamente a primeira opção para a artrose do quadril. Em muitos casos, o tratamento não cirúrgico consegue controlar os sintomas e preservar a função por um período significativo.

Fisioterapia e fortalecimento muscular

A fisioterapia pode melhorar a mobilidade, a força muscular e a capacidade funcional. Embora não reverta o desgaste da cartilagem causado pela artrose, pode ajudar a controlar os sintomas e manter a independência do paciente.

Medicamentos para controle da dor

Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados em situações específicas para aliviar os sintomas. O uso deve considerar as condições de saúde, outros medicamentos em uso e possíveis efeitos adversos.

A escolha do medicamento e a duração do tratamento devem ser orientadas pelo médico.

Infiltração no quadril

A infiltração intra-articular pode ser utilizada em casos selecionados para aliviar a dor e auxiliar na avaliação da origem dos sintomas.

Quando há previsão de artroplastia de quadril, o intervalo entre a infiltração com corticosteroide e a cirurgia deve ser definido pelo especialista, pois procedimentos realizados muito próximos podem aumentar o risco de infecção.

Como funciona a cirurgia de prótese de quadril?

Na artroplastia total do quadril, as superfícies articulares comprometidas são substituídas por componentes artificiais.

O que é substituído na articulação?

O cirurgião do quadril remove a cabeça do fêmur e prepara o acetábulo, que é a parte da pelve onde a cabeça femoral se encaixa. Em seguida, são implantados os componentes da prótese, que permitem o movimento da articulação.

A escolha do implante e da técnica de fixação depende de fatores como idade, qualidade óssea, anatomia, nível de atividade física e características individuais.

Tipos de prótese e materiais

Os componentes podem utilizar diferentes combinações de materiais, como metal, cerâmica e polietileno. A fixação ao osso pode ser feita com ou sem cimento ósseo, dependendo do perfil do paciente e da estratégia escolhida pelo cirurgião.

Não existe um modelo único ideal para todas as pessoas. A seleção é individualizada.

Tempo de cirurgia e internação

A cirurgia costuma durar cerca de uma a duas horas, embora o tempo possa variar conforme a complexidade do caso e a técnica utilizada. 

A duração da internação também varia. Com os protocolos atuais de recuperação acelerada, muitos pacientes recebem alta no mesmo dia ou no dia seguinte, enquanto outros podem permanecer internados por mais tempo, de acordo com suas condições clínicas e evolução.

A mobilização costuma começar precocemente, com auxílio da equipe de fisioterapia.

Quais são os riscos da prótese de quadril?

Como qualquer cirurgia de grande porte, a artroplastia de quadril apresenta riscos. A avaliação pré-operatória e os cuidados durante e após o procedimento são importantes para reduzi-los.

Entre as possíveis complicações estão:

  • Infecção da prótese ou da ferida cirúrgica;
  • Trombose venosa e embolia pulmonar;
  • Luxação da prótese;
  • Sangramento;
  • Fraturas ao redor dos componentes da prótese;
  • Diferença no comprimento dos membros, em alguns casos;
  • Necessidade de cirurgia de revisão, em situações específicas.

A prevenção de complicações inclui medidas como mobilização precoce, prevenção do tromboembolismo, cuidados com a ferida e acompanhamento médico.

Quanto tempo dura uma prótese de quadril?

As próteses atuais apresentam boa durabilidade, e muitos implantes permanecem funcionando por duas décadas ou mais. A longevidade depende de diversos fatores, incluindo idade, atividade física, qualidade óssea, características do implante e condições individuais.

Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia de revisão ao longo dos anos, principalmente quando ocorre desgaste, afrouxamento ou outra complicação relacionada à prótese.

Como é a recuperação após a prótese de quadril?

A recuperação varia conforme as condições clínicas, a técnica utilizada e a evolução de cada paciente. Os protocolos atuais priorizam a mobilização precoce e o retorno gradual às atividades.

Primeiros dias após a cirurgia

Em muitos casos, o paciente começa a se levantar e caminhar com auxílio de andador ainda nas primeiras 24 horas. O momento e a quantidade de apoio permitidos dependem da cirurgia realizada e da orientação da equipe.

A dor costuma ser controlada com medicamentos, enquanto medidas como gelo e exercícios orientados podem fazer parte dos cuidados iniciais.

Fisioterapia e retorno às atividades

A fisioterapia começa precocemente e pode continuar após a alta. O objetivo é recuperar a mobilidade, melhorar a força muscular e favorecer a retomada progressiva das atividades.

O tempo para caminhar sem apoio varia. Muitos pacientes apresentam evolução significativa nas primeiras semanas, mas a recuperação funcional completa pode levar alguns meses.

Quando posso dirigir ou viajar?

O retorno à direção depende da evolução, do lado operado, do controle da dor, da mobilidade e da capacidade de realizar uma frenagem de emergência com segurança. A liberação deve ser feita pelo médico responsável.

Viagens longas também exigem planejamento, especialmente nas primeiras semanas, devido à maior atenção necessária à prevenção de trombose.

Como é feito o diagnóstico da artrose avançada?

A avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico. A radiografia do quadril é geralmente o principal exame de imagem para confirmar e avaliar a gravidade da artrose.

Ela pode mostrar redução do espaço articular, alterações ósseas e outros sinais compatíveis com o desgaste da articulação. A decisão sobre a cirurgia, porém, não deve ser baseada apenas na imagem: os achados precisam ser relacionados aos sintomas e à limitação funcional.

Em situações específicas, outros exames podem ser solicitados para esclarecer dúvidas diagnósticas ou avaliar estruturas associadas.

FAQ — Dúvidas frequentes sobre prótese de quadril

A prótese pode se soltar com o tempo?

Sim. O afrouxamento dos componentes pode ocorrer ao longo dos anos e, em algumas situações, levar à necessidade de cirurgia de revisão. O acompanhamento médico permite avaliar a evolução da prótese e identificar possíveis alterações.

Pessoas muito idosas podem fazer cirurgia de prótese de quadril?

A idade, isoladamente, não determina a indicação ou contraindicação da cirurgia. A decisão considera as condições clínicas, a capacidade funcional, outras doenças existentes e os benefícios esperados com o procedimento.

É possível voltar a praticar exercícios depois da prótese?

Sim. Após a recuperação, atividades de baixo impacto, como caminhada, natação e ciclismo, geralmente podem ser realizadas. A liberação depende da evolução individual e da orientação do especialista.

Esportes de maior impacto ou com movimentos bruscos devem ser avaliados individualmente, considerando as características da prótese e o objetivo de preservar sua função ao longo do tempo.

Quando é hora de buscar ajuda?

Conviver com dor e limitação no quadril não precisa fazer parte da rotina. A indicação da prótese de quadril considera os sintomas, os exames, a função da articulação e o impacto da artrose na qualidade de vida.

Na Clínica Forti, cada caso é avaliado de forma individualizada para entender o que está causando os sintomas e quais opções de tratamento fazem sentido para cada paciente.

Se a dor está limitando seus movimentos ou atividades, uma avaliação com um especialista pode ser o primeiro passo para recuperar mais conforto e qualidade de vida.

Responsável técnico

Dr. Leandro Nani Pires
CRM: 122159/SP RQE: 33874 – Ortopedia e Traumatologia