Artrose no Joelho (Gonartrose): sintomas e opções de tratamento
Postado em: 02/02/2026

A artrose no joelho é uma das causas mais comuns de dor, rigidez e limitação de movimento, especialmente a partir da meia-idade.
Apesar de muita gente associar o problema apenas ao “desgaste natural”, a gonartrose pode surgir ou piorar com fatores como excesso de peso, sedentarismo, histórico de lesões, alterações no alinhamento das pernas e até sobrecarga repetitiva no dia a dia.
Mas artrose não é sinônimo de parar de viver. Com avaliação correta, ajustes de rotina e tratamentos conservadores bem conduzidos, é possível reduzir a dor, recuperar mobilidade e manter independência.
Na Clínica Forti, no Ipiranga, o cuidado costuma começar pela escuta e pelo exame físico detalhado, para entender o estágio da doença e indicar a melhor estratégia para cada pessoa.
Sintomas: como identificar o desgaste?
Nem toda dor no joelho é artrose, e nem toda artrose dói o tempo todo. Por isso, observar o padrão dos sintomas ajuda a orientar quando procurar um ortopedista e quais exames podem ser necessários.
Em geral, os sinais mais típicos de gonartrose incluem:
- Dor ao iniciar o movimento, como levantar da cadeira, sair da cama ou dar os primeiros passos
- Rigidez matinal, com sensação de “joelho preso” no começo do dia
- Dor que piora com carga, como subir e descer escadas, caminhar longas distâncias ou ficar muito tempo em pé
- Crepitação (estalos/“areia”), especialmente ao dobrar e esticar o joelho
- Inchaço após esforço, em alguns casos, por inflamação associada ao desgaste
- Perda de função, com dificuldade para agachar, ajoelhar, calçar sapatos ou manter ritmo de caminhada
Em pessoas mais idosas, a artrose também pode aparecer como redução progressiva da velocidade ao andar, medo de cair e diminuição de confiança no joelho.
E quando a dor começa a atrapalhar o sono, a vida social ou a autonomia, é um sinal de que vale investigar com calma.
Tratamentos sem cirurgia: viscossuplementação
Quando a artrose no joelho está causando dor e limitação, mas ainda existe espaço para medidas conservadoras, um dos recursos bastante utilizados é a viscossuplementação, que é a infiltração de ácido hialurônico dentro da articulação.
A ideia é simples: o ácido hialurônico funciona como um “gel” que ajuda na lubrificação e no amortecimento do joelho.
Em muitos casos, isso reduz o atrito entre as superfícies articulares, melhora o conforto ao andar e permite que a pessoa volte a se movimentar com mais segurança, o que, por consequência, facilita o fortalecimento muscular e a retomada de hábitos saudáveis.
A viscossuplementação pode ser indicada quando há:
- Dor persistente apesar de mudanças iniciais de rotina e fisioterapia
- Dificuldade para caminhar e realizar tarefas simples
- Limitação que impede reabilitação adequada (a dor não deixa fortalecer)
- Episódios de piora por sobrecarga, principalmente em quadros leves a moderados
Na Clínica Forti, esse tipo de procedimento é avaliado caso a caso, levando em conta exame físico, histórico e exames de imagem quando necessários.
Quando bem indicado, costuma ser uma alternativa importante para adiar ou até evitar cirurgia em muitas pessoas.
Tratamento conservador: fisioterapia e fortalecimento
Um erro comum é pensar que, com artrose, o ideal é “poupar” o joelho para não gastar mais. Na prática, o excesso de repouso tende a piorar o quadro: enfraquece a musculatura, reduz estabilidade e aumenta a sobrecarga articular.
O tratamento conservador bem conduzido costuma incluir:
Fortalecimento muscular
O foco é melhorar a estabilidade do joelho com fortalecimento de coxa (principalmente quadríceps), quadril e core. Músculos mais fortes funcionam como “proteção” para a articulação, diminuindo a carga no ponto de desgaste.
Treino de mobilidade e alongamentos
A rigidez pode melhorar com trabalho de amplitude de movimento, liberação e ajustes de flexibilidade. Isso ajuda na mecânica ao andar e reduz compensações que causam dor em outras áreas.
Reeducação do movimento e equilíbrio
Em idosos, o treino de equilíbrio é uma peça-chave para reduzir risco de quedas. Além disso, pequenos ajustes na forma de subir escadas, sentar e levantar podem diminuir muito a dor.
Orientação de atividade física segura
Caminhada, bicicleta e hidroginástica costumam ser bem toleradas, mas a indicação deve respeitar o nível de dor e o condicionamento. O objetivo é manter a pessoa ativa, sem transformar o exercício em um gatilho de crise.
Na Clínica Forti, a proposta é integrar avaliação ortopédica e reabilitação para que o paciente não fique “pulando” de lugar em lugar sem continuidade. Quando a fisioterapia é bem planejada, ela costuma ser o coração do tratamento conservador.

Quando a cirurgia (prótese) é indicada?
Nem toda artrose evolui para cirurgia, e mesmo em casos avançados ainda é possível ganhar qualidade de vida com medidas conservadoras por um bom tempo. A indicação de prótese de joelho costuma ser considerada quando:
- A dor se torna incapacitante, limitando vida diária e autonomia
- O paciente já tentou tratamento conservador completo (fisioterapia, controle de peso, medicações quando indicadas, infiltrações) e não obteve melhora suficiente
- Há limitação funcional importante, como dificuldade de caminhar, subir escadas ou levantar sem apoio
- A artrose começa a afetar sono, humor e independência de forma consistente
A decisão não depende apenas do exame de imagem. Ela depende do impacto na vida real. Por isso, a avaliação clínica é fundamental para entender o estágio do problema e alinhar expectativas: o objetivo da cirurgia é devolver função e reduzir dor, dentro de um plano de recuperação bem orientado.
Na Clínica Forti, a abordagem costuma priorizar clareza: explicar opções, riscos, tempo de reabilitação e o que faz sentido para cada pessoa, especialmente idosos, que muitas vezes precisam de uma estratégia que proteja autonomia e segurança ao caminhar.
Perguntas frequentes
Quem tem artrose pode caminhar?
Sim. Em geral, caminhar faz parte do tratamento, desde que a intensidade seja ajustada ao limite de dor e ao condicionamento. Caminhadas curtas e regulares costumam ser melhores do que longas distâncias de uma vez só, principalmente no início.
Em muitos casos, combinar caminhada com fortalecimento e, quando indicado, infiltração, ajuda a retomar mobilidade sem “pagar” com crises de dor.
Um joelho com história ainda pode ter futuro
A artrose no joelho pode ser um divisor de águas: ou a pessoa entra num ciclo de dor, medo e sedentarismo, ou transforma o diagnóstico em um ponto de virada para voltar a se mexer com estratégia.
Com acompanhamento correto, dá para reduzir dor, ganhar estabilidade e manter qualidade de vida, mesmo quando o desgaste já existe.
Na Clínica Forti, no Ipiranga, o cuidado costuma começar com uma avaliação completa para entender o grau de limitação, identificar os fatores que estão piorando o quadro e montar um plano realista, com fisioterapia, orientações e, quando indicado, tratamentos como a viscossuplementação.
O objetivo é simples: ajudar o paciente a voltar a confiar no joelho e retomar a rotina com mais segurança.
Responsável técnico
Dr. Leandro Nani Pires
CRM: 122159/SP RQE: 33874 – Ortopedia e Traumatologia