Ortopedista Pediátrico: quando levar seu filho e principais condições
Postado em: 23/04/2026
Levar uma criança ao ortopedista pediátrico nem sempre começa com uma “dor forte”. Muitas vezes, começa com uma percepção pequena do dia a dia: um pé que vira para dentro, uma queixa de cansaço ao caminhar, um joelhinho que parece desalinhado, uma postura que muda com o tempo.
E aí vem a dúvida comum em mães e pais: “isso é fase ou precisa investigar?”. A resposta mais segura é: quando existe repetição, incômodo ou mudança clara no jeito de andar e se movimentar, vale avaliar.
Na infância, o corpo está em construção. Ossos, músculos, articulações e até a coordenação motora estão amadurecendo ao mesmo tempo, e isso pode confundir.

Algumas variações são esperadas, mas outras merecem atenção porque, quando identificadas cedo, tendem a ter condução mais tranquila e melhores resultados.
É por isso que a consulta com ortopedia infantil tem um papel importante: separar o que é parte do desenvolvimento do que precisa de cuidado.
Na Clínica Forti, no Ipiranga, a ortopedia pediátrica é pensada para acolher a criança e a família desde a chegada.
O ambiente com brinquedoteca e uma abordagem mais lúdica ajudam a transformar consulta em algo leve, sem abrir mão da precisão no diagnóstico e de uma orientação clara para quem cuida.
Quando levar seu filho ao ortopedista?
Existe um momento “certo” para toda criança? Nem sempre. Em muitos casos, a visita ao ortopedista pediátrico acontece por sinais que aparecem com o crescimento. E alguns desses sinais funcionam como um alerta para agendar uma avaliação.
É indicado considerar uma consulta quando houver:
- Alteração no jeito de andar (mancar, arrastar o pé, andar na ponta dos pés com frequência).
- Pernas arqueadas ou joelhos muito “para dentro” que parecem acentuados ou que não melhoram com o tempo.
- Quedas frequentes sem explicação clara (além do esperado para a idade).
- Dor noturna nas pernas ou nas articulações, principalmente se for recorrente ou acordar a criança.
- Assimetria: um lado parece diferente do outro (pé, joelho, quadril, ombro).
- Queixa de dor ao correr ou praticar esportes, com limitação para brincar.
- Preocupação dos pais com postura, pisada ou desenvolvimento motor.
Também é comum o ortopedista pediátrico ser procurado por orientação preventiva, especialmente em fases de crescimento acelerado. A avaliação ajuda a guiar hábitos, atividades e, quando necessário, indicar exercícios, fisioterapia ou outras medidas.
Na Clínica Forti, além da consulta em si, o foco costuma ser orientar a família com calma, explicando o que está sendo observado e o que deve ser monitorado em casa.
Principais condições tratadas
A ortopedia infantil lida com situações bem diversas: algumas são alterações de alinhamento, outras são condições congênitas, e outras surgem com crescimento e atividade física. Abaixo estão exemplos comuns que costumam aparecer no consultório.
Pé chato
O pé chato é uma das queixas mais frequentes em crianças pequenas. Em muitos casos, ele faz parte do desenvolvimento normal e melhora conforme a musculatura do pé e da perna fortalece.
Mas existem situações em que o pé chato vem acompanhado de dor, cansaço rápido, dificuldade para correr ou uma pisada bem alterada, e aí a avaliação ganha importância.
O ortopedista pediátrico consegue diferenciar:
- Pé chato “flexível” (mais comum e geralmente benigno).
- Pé chato rígido ou doloroso (que pode exigir investigação e abordagem específica).
A condução pode envolver orientação de calçados, exercícios, fortalecimento e, em alguns casos, palmilhas, sempre com indicação individualizada.
Displasia do quadril
A displasia do desenvolvimento do quadril pode ser identificada ainda no bebê ou na primeira infância.
Quando descoberta cedo, o tratamento costuma ser mais simples. Por isso, a orientação pediátrica e o acompanhamento de sinais (e, quando indicado, exames) são tão relevantes.
Sinais que podem chamar atenção incluem assimetria, limitação de abertura das pernas, diferença no comprimento dos membros e alterações no andar quando a criança já caminha. O ortopedista pediátrico orienta investigação e conduta conforme idade e gravidade.
Escoliose e alterações posturais
A escoliose envolve uma curvatura da coluna que pode aparecer ou se acentuar em fases de crescimento rápido.
Nem toda “postura torta” é escoliose, e nem toda escoliose precisa de intervenção intensa, mas o acompanhamento é fundamental para não perder o timing de tratamento quando ele é necessário.
Na avaliação, o médico observa assimetrias de ombros e cintura, inclinação do tronco e outras características. A condução pode envolver acompanhamento, fisioterapia, RPG, fortalecimento e, em casos selecionados, órteses.
Pé torto congênito
O pé torto congênito é uma condição em que o bebê nasce com o pezinho virado, e o tratamento precoce faz diferença.
Em muitos casos, o método mais utilizado é o Método Ponseti, com etapas que incluem gessos seriados, possível procedimento simples (tenotomia) e uso de órtese.
Na Clínica Forti, a ortopedia pediátrica contempla esse tipo de acompanhamento, com uma abordagem orientada para a família: explicar etapas, tempo de tratamento e cuidados, reduzindo ansiedade e aumentando adesão.
Saiba mais sobre Pé Torto Congênito

Nossa equipe e estrutura
Quando a criança entra em consultório, o que mais pesa não é só o exame físico: é a forma como ela se sente. Por isso, um atendimento pediátrico bem feito precisa juntar técnica e ambiente.
Na Clínica Forti, no Ipiranga, a ortopedia pediátrica conta com um espaço acolhedor, com brinquedoteca e uma condução mais leve, que respeita o tempo da criança. Isso ajuda a:
- Reduzir medo e resistência durante o exame.
- Melhorar comunicação com a família.
- Tornar o processo de acompanhamento mais natural (especialmente quando existem retornos).
Além do ambiente, a atuação médica também importa. A equipe da Clínica Forti inclui médicas com foco no cuidado infantil, como Dra. Natasha (CRM 150318) e Dra. Daniele (CRM 192.097), que acompanham condições do desenvolvimento, postura, pisada e alterações congênitas com orientação clara para pais e mães.
Quando necessário, a clínica também consegue integrar o cuidado com reabilitação e terapias, como fisioterapia e RPG, dentro de um plano mais completo.
Perguntas frequentes
Mochila pesada causa escoliose?
A mochila pesada, sozinha, não costuma “criar” escoliose estrutural. Porém, ela pode piorar dor, gerar sobrecarga muscular e incentivar compensações posturais, principalmente se a criança já tem tendência a desalinhamentos.
O ideal é orientar peso adequado (o mais leve possível), uso em duas alças e observar sinais como dor frequente, assimetria e incômodo para carregar.
Quando existe suspeita de escoliose, o ortopedista pediátrico avalia com exame físico e, se necessário, investiga com exames para definir conduta e acompanhamento.
Crescer com tranquilidade é possível
A infância não precisa ser vivida no modo “preocupação constante”. Quando existe orientação certa, o crescimento fica mais leve para todo mundo. E, quando algo precisa de cuidado, descobrir cedo costuma poupar a criança de dor, limitações e tratamentos mais complexos no futuro.Na Clínica Forti, a ortopedia pediátrica é pensada para acolher, investigar e orientar com clareza, sem sustos, sem pressa, com atenção ao que realmente importa: o desenvolvimento saudável e a rotina da família.
Responsável técnico
Dr. Leandro Nani Pires
CRM: 122159/SP RQE: 33874 – Ortopedia e Traumatologia